Kleber Morais | Ciência e Tecnologia
Sou Kleber Morais. Amante do conhecimento, apaixonado pela ciência e fascinado pela tecnologia, busco sempre estar atualizado e informado.
Email: negro.morais@gmail.com | Twitter: @KleberMorais85
Coluna | Tecnologia
Postado em 06 de Junho de 2017 ás 17:36 h
Como funciona o repelente elétrico?
Baseado em um conhecimento milenar chinês
Ilustra Maíra Valentim
Publicidade
Made in China

O aparelho é uma resistência, capaz de transformar energia elétrica em calor. O calor, por sua vez, provoca a evaporação de um composto químico tóxico para os insetos chamado piretroide. Lançado em 1980, o produto é um equivalente sintético da piretrina, repelente natural presente no crisântemo e conhecido há pelo menos 2.500 anos. Os chineses já usavam o pó de flores secas para afastar insetos

Modo de usar

Apesar de eficaz para repelir qualquer inseto, fabricantes recomendam que o repelente seja usado especialmente contra mosquitos, como o Aedes aegypti, transmissor de dengue e zika. Ele funciona em áreas de até 10 m². Para locais maiores, recomenda-se usar mais de um repelente. O ambiente deve ter uma corrente de ar para dissipar o produto, que não deve ser colocado atrás de móveis ou acima da altura da cama

Mosquito doidão

* O piretroide penetra no organismo do inseto através de orifícios respiratórios, os espiráculos. Ele chega ao sistema nervoso, onde a ação do repelente começa. A intoxicação tem quatro níveis: excitação, convulsão, paralisia e morte. Se não conseguir fugir antes de ficar totalmente paralisado, o inseto morre

* Repelentes e inseticidas geram resistência nos insetos. Ou seja, com o tempo, eles podem ficar imunes. O repelente elétrico não é recomendado para quem tem problemas respiratórios. Ele deve ficar a pelo menos 2 m da cama

Mentira premiada

Repelente eletrônico é controverso

Outro produto encontrado no mercado é o repelente eletrônico – tem até na versão aplicativo de celular. Seu suposto princípio ativo é a emissão de sons ultrassônicos, imperceptíveis ao nosso ouvido, que imitam o bater de asas de predadores naturais de mosquitos. O problema é que sua eficácia não foi comprovada cientificamente. No verão de 2012, a Band FM de São Paulo emitia um sinal de alta frequência (15 kHz) que supostamente simulava o bater de asas da libélula, predadora do mosquito. A campanha, criada pela agência Talent, ganhou prêmio no prestigiado Festival de Cannes, mas foi criticada por biólogos e entomólogos, que a consideraram irresponsável e mentirosa.

CONSULTORIA Ademir Martins, biólogo e entomologista, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz FONTES Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), National Pesticide Information Center, Universidade do Novo México (EUA), National Institute of Health (EUA) Pergunta do leitor Erison Siqueira, São Paulo, SP Ilustra Maíra Valentim Edição Felipe van Deursen Por Bruno Machado access_time 22 maio 2017, 16h08 - Publicado em 22 maio 2017, 16h07 (Revista Mundo Estranho)
Por: Kleber Morais | Ciência e Tecnologia
Comentários ()
Publicidade
Publicidade