Sidney Soares | Educação & Social
Sou Sidney Soares. Professor de História e economia do RN. Formado em História, acadêmico de Direito, pós graduado em Gestão Escolar e pós graduado em Direito do Trabalho e em Gestão de Pessoas e mestrando em educação pública.
Email: neysoares10@hotmail.com | Twitter: @neysoares10
Coluna | Sociedade
Postado em 11 de Janeiro de 2016 ás 18:03 h
A corrupção também são resultados das ações da sociedade
Desse jeito as pessoas que muito criticam
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Depois das felicitações de início de ano. Vamos começar desde já a refletir sobre as eleições que teremos neste ano de grandes realizações. Sabemos que a política nacional está bastante desgastada, com muitas corrupções, prisões, afastamentos, desvios e tantas outras coisas que muitas vezes nem imaginamos que realmente existe.  Sabemos  também, que em muitos lugares os políticos tem feito e dado sua parcela na sociedade mas poucos olham e percebem. O descrédito é tão grande que as pessoas generalizam e inclui o título a todos os políticos de ladrão, safado, desmoralizado, corrupto e assim vai. O povo tem mostrado muitas vezes as insatisfações que outrora não mostravam, claro que em virtude da democracia vigente e das redes sociais que divulgam tudo muito rápido e dissipam no mundo.

Temos que paralelo a tudo isso, lembrar também daqueles milhares de eleitores que vendem(por tijolos, casa, cimento, carteira de motorista, computador, carradas de areia, caminhão de água, etc) e trocam seus votos(empregos e benesses) e acabam contribuindo de forma direta para toda a sujeira que existe na atualidade.

Sabe aquele funcionário da escola que leva para casa a merenda escolar? Sabe aquele outro(cargo comissionado ou não) que leva papel ofício, canetas, cadeiras e tantas coisas da Prefeitura e do Governo do Estado para sua casa?  Sabe aquele funcionário do hospital que leva para casa produtos hospitalares e medicamentos? Sabe aquele trabalhador em obras que leva para casa o material de construção? Sabe aquele militar que fica com as drogas do bandido? E aquele camarada que fingiu estar dormindo no banco colorido do ônibus para não precisar ceder o lugar para a gestante ou o idoso que entrou? E aquele outro que estava na fila do supermercado, do banco ou da casa lotérica que de forma sutil entra na frente dos demais e continua com um grande bate papo e passa na frente de todos?

Pois é. Sabia que os políticos corruptos também inventam um monte de desculpas para justificar seus atos? Inclusive a maioria dos políticos diz que fazem o que faz em virtude dos eleitores serem caros e abusados.

Muitas vezes você é tão corrupto e egoísta quanto os odiosos políticos que você acusa com tanto ardor. Por isso nossos erros têm que serem analisados e sempre passarem pelo crivo das três peneiras do filósofo ateniense Sócrates; VERDADE, BONDADE E NECESSIDADE.

Muitas vezes as pessoas saem por ai, esbravejando contra tudo e contra todos. Muitas vezes por inveja e outras vezes se sentindo vítima da situação e ou corrupção que o mesmo cidadão alimenta. E nunca analisa que ele mesmo não quer perder para ninguém em seus atos e ações.

A diferença entre esse tipo de pessoa e os nossos políticos é que os políticos têm poder. 

Lendo um texto de Frei Beto passei a refletir ainda sobre o assunto. No qual o mesmo brilhantemente explanou suas colocações assim:

A lógica do corrupto é corrupta: "Se não faço, outro leva vantagem em meu lugar". Seu único temor é ser apanhado em flagrante delito. Não se envergonha de se olhar no espelho, apenas teme ver seu nome estampado nos jornais. Confiante, jamais imagina a filha pequena a indagar-lhe: "Papai, é verdade que você é corrupto?"

O corrupto não sente nenhum escrúpulo em receber caixas de uísque no Natal, presentes caros de fornecedores ou andar de carona em jatinhos de empresários. Afrouxam-lhe com agrados e, assim, ele afrouxa a burocracia que retém as verbas públicas.

Há o corrupto privado. Nunca menciona quantias, tão-somente insinua, cauteloso, como se convencido de que cada uma de sua palavras estão sendo registradas por um gravador. Assim, ele se torna o rei da metáfora. Nunca é direto. Fala em circunlóquios, seguro de que o interlocutor saberá ler nas entrelinhas.

O corrupto franciscano pratica o toma lá, dá cá. Seu lema é "quem não chora, não mama". Não ostenta riquezas, não viaja ao exterior, faz-se de pobretão para melhor encobrir a maracutaia. É o primeiro a indignar-se quando o assunto é a corrupção que grassa pelo país.

O corrupto exibido gasta o que não ganha, constrói mansões, enche o latifúndio de bois, convencido de que puxa-saquismo é amizade e sorriso cúmplice, cegueira. Vangloria-se em sua astúcia em enganar a esposa e mentir aos colegas.

O corrupto nostálgico orgulha-se do pai ferroviário, da mãe professora, de sua origem humilde na roça, mas está intimamente convencido de que, tivessem as mesmas oportunidades de meter a mão na cumbuca, seus antepassados não deixariam passar.

O corrupto não sorri, agrada; não cumprimenta, estende a mão; não elogia, incensa; não possui valores, apenas saldo bancário. Se tal modo se corrompe que nem mais percebe que é um corrupto. Julga-se um negocista bem sucedido.

Melífluo, o corrupto é cheio de dedos, encosta-se nos honestos para se lhe aproveitar a sombra, trata os subalternos com uma dureza que o faz parecer o mais íntegro dos seres humanos. Aliás, o corrupto acredita piamente que todos o consideram de uma lisura capaz de causar inveja em madre Teresa de Calcutá.

O corrupto julga-se dotado de uma inteligência que o livra do mundo dos ingênuos e torna mais arguto e esperto do que o comum dos mortais.

Forte abraço minha gente e que Deus continue iluminando os nossos pensamentos, para que a cada dia e a cada momento possamos mostrar quem de fato nós somos de verdade.


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Por: Sidney Soares | Educação & Social
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