Sidney Soares | Educação & Social
Sou Sidney Soares. Professor de História e economia do RN. Formado em História, acadêmico de Direito, pós graduado em Gestão Escolar e pós graduado em Direito do Trabalho e em Gestão de Pessoas e mestrando em educação pública.
Email: neysoares10@hotmail.com | Twitter: @neysoares10
Coluna | sociedade
Postado em 18 de Março de 2016 ás 10:02 h
Calamidade no sistema prisional do RN
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A situação prisional do Estado Rio Grande do Norte já chegou ao fundo do poço, é o caos do caos. O governo está impotente contra o crime organizado, pior ainda liberar facções para ter a obtenção de domínio nos presídios. Em todos os presídios do nosso Estado, os presos mandam e desmandam, fogem de forma fácil e muitas vezes até arcaica, em seguida são recapturados pela gloriosa política militar, mas não dá tempo de esquentar o canto e nova rebelião acontece.

 A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), veiculou que já foram gastos mais de R$ 7 milhões nas reformas das unidades depredadas. E a mesma secretaria reconhece que o sistema penitenciário do RN é ultrapassado e precisa de uma modernização com mais eficiência e tecnologia nos processos.

 O Governo do Estado está impotente, o sistema penitenciário potiguar está em calamidade pública desde o dia 17 de março de 2015, após uma onda de rebeliões que atingiu pelo menos 14 das 33 unidades prisionais do estado.

 A Penitenciária Estadual de Alcaçuz que fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal conhecida nacionalmente como tábua de pirulito. São mais de 130 detentos que conseguiram escapar do sistema prisional potiguar só este ano. Isso representa uma média de quase dois presos ganhando as ruas todos os dias.

 Outro dado ainda mais preocupante: a quantidade de fugitivos, apenas até este mês de março, já supera em quase quatro vezes todas as ocorrências de fugas registradas no ano passado inteiro. Em 2015, 36 detentos escaparam das unidades potiguares entre janeiro e dezembro.

 Atualmente, o RN sofre com o déficit de vagas no sistema penitenciário. São 3,5 mil lugares em cadeias e prisões públicas do Estado para aproximadamente 7,5 mil detentos. A diferença chega a ser superior que o próprio número de vagas: 4 mil.

 Para buscar amenizar a situação, o Governo do Estado está construindo, no município de Ceará-Mirim, região metropolitana de Natal, mais uma cadeia pública. Como também, a terceirização do setor, que é algo bastante questionável. Mas vamos aguardar as cenas do próximo capitulo.

Por: Sidney Soares | Educação & Social
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