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Sidney Soares | Educação & Social
Sou Sidney Soares. Professor de História e economia do RN. Formado em História, acadêmico de Direito, pós graduado em Gestão Escolar e pós graduado em Direito do Trabalho e em Gestão de Pessoas e mestrando em educação pública.
Email: neysoares10@hotmail.com | Twitter: @neysoares10
Coluna | sociedade
Postado em 14 de Novembro de 2016 ás 18:39 h
Dia 15 de Novembro um marco para a História do Brasil
Nossa eterna república
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Estamos próximos ao feriado da Proclamação da República e poucos sabem os motivos reais deste feriado em epígrafe, vamos aqui fazer algumas menções sobre este momento ímpar da História do Brasil com apoio da Revista Nova Escola.

Nas clássicas representações do golpe militar que marcou o fim da Monarquia no Brasil e o início da República, a imagem do marechal Deodoro da Fonseca prevalece, o militar é propositadamente recuperado como a figura central, o representante maior dos ideais.

Mas, vários foram os motivos que levaram à Proclamação da República e, portanto, ao fim do Império, podemos citar: a crise econômica causada pelas despesas do governo com a Guerra da Tríplice Aliança (ou Guerra do Paraguai), fato que obrigou o Governo Brasileiro a realizar grandes empréstimos (algo próximo a três milhões de libras esterlinas); a proibição, imposta pela monarquia, ao manifesto dos militares na imprensa; o descontentamento das elites agrárias (principalmente os cafeicultores), que se sentiram prejudicadas pela lei Áurea (libertação dos escravos); e o crescimento nas cidades da classe média (constituída por jornalistas, comerciantes, artistas, funcionários públicos, etc.), que desejava e apoiava a república porque almejava maior liberdade, bem como participação na política nacional; As influências externas eram visíveis na época e Brasil era o único país independente na América do Sul a manter uma monarquia, países vizinhos colonizados pela Espanha optaram pela república logo após a autonomia, o contato dos militares com a realidade das nações vizinhas disseminou a ideia de um novo sistema de governo; Concentrador de poderes por definição, o sistema monarquista já não era compatível com as necessidades nascidas da modernização da economia. Elites provinciais de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, já reivindicavam, desde o início do século, certo nível de autonomia; A abolição da escravatura através do Decretado em 1888,com o fim da escravidão desestabilizou a agricultura de exportação, baseada no trabalho compulsório, o Império mostrou-se incapaz de responder com a agilidade necessária às novas demandas dos fazendeiros e não conseguiu garantir a estabilidade econômica e por fim a perda de apoio popular de Dom Pedro II, na maior parte do tempo recolhido em Petrópolis, já não era mais uma figura querida entre as massas. Além dele, a princesa Isabel e seu marido, conde d?Eu, eram frequentemente alvo de ataques e chacotas da imprensa nacional e internacional.

Em novembro de 1889, um levante militar dirigido pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca obrigou D. Pedro II a abdicar. Foi assim que, no dia 15 de novembro daquele ano, foi proclamada a república do Brasil, no Rio de Janeiro, no Quartel General do Exército. Em seguida, uma série de reformas de inspiração republicana foi decretada, entre elas, a separação do Estado e da Igreja. A redação de uma nova constituição foi finalizada em junho de 1890. Inspirada na Constituição dos Estados Unidos foi adotada em fevereiro de 1891 (Primeira Constituição Republicana), fazendo do Brasil uma República Federal, sob o título de Estados Unidos do Brasil. Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente do Brasil. Lembrando que, Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente do Brasil sendo o mesmo militar e o primeiro presidente do Brasil Civil, foi Prudente de Morais.

Vamos aproveitar o feriado na semana seguinte com paz, descanso, fé e alegrias, mas não podemos esquecer a mudança histórica ocorrida na vida de todos os brasileiros. 

Por: Sidney Soares | Educação & Social
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