Litoral Sul
População de Canguaretama protesta contra um ano de hospital estadual fechado
O Sindsaúde/RN informou que 108 funcionários trabalhavam no hospital

Publicado em 29/07/2020 07:02 - Atualizado em 29/07/2020 07:02

Foto/Reprodução

A população de Canguaretama protestou neste final de semana contra um ano de fechamento do hospital estadual no município. 

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O ato público aconteceu no último sábado (25), quando o Hospital Regional de Canguaretama completou um ano de desativação. O Sindicato dos Servidores da Saúde do RN (Sindsaúde/RN) apoio o protesto.

O Sindsaúde/RN informou que 108 funcionários trabalhavam no hospital. Segundo o sindcato, o fechamento causou diversos protestos de servidores e usuários em frente à unidade, pedindo respostas do Governo.

De acordo com a subcoordenadora da Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária (Suvisa), Leila Matos, o motivo foi o elevado risco sanitário que a unidade oferecia aos pacientes.

Ainda segundo a subcoordenadora, havia mofo, infiltrações e faltavam equipamentos.

"Infelizmente, essa é a situação de vários hospitais no estado. Muitos estão caindo aos pedaços e sem insumos. As servidoras e servidores estão com os salários defasados e ainda com duas folhas atrasadas. Sofrem ainda com a falta de EPIs e com o assédio moral", denunciou o Sindsaúde/RN.

Ainda de acordo com o sindicato, o hospital havia sido alertado dos riscos e da possível interdição desde abril de 2019, segundo a Sesap, quando os problemas foram identificados por meio de uma vistoria. "Esse fechamento é reflexo de anos de sucateamento da saúde pública pelos governos, que nunca priorizaram essa área. O governo Fátima Bezerra (PT/PCdoB) mantém essa política e reafirma a cada dia que é inimigo da saúde. Ao invés de ampliar as unidades, Fátima reduz leitos e fecha unidades", criticou o Sindsaúde.

"Fátima não está comprometida com a regionalização dos hospitais do estado. Pelo contrário, precariza ainda mais os serviços. Por consequência, aumenta a sobrecarga de outros hospitais, como o Walfredo Gurgel", detalhou o sindicato. "Não vamos pagar pela crise! Os gestores devem priorizar os serviços públicos!", disse o diretor do Sindsaúde RN, Flávio Gomes.

Via De Fato


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