Nordeste
Com diálogo reaberto, PMs no Ceará querem anistia e reajuste para encerrar motim
Após dez dias de protestos, ainda há quatro batalhões da Polícia Militar fechados por policiais amotinados e familiares.

Publicado em 28/02/2020 12:14

Foto/Reprodução


O responsável por negociar com PMs amotinados no Ceará apresentou nesta quinta-feira (27) à comissão especial que media a crise uma lista com 18 reivindicações da categoria.

Entre os pedidos levados pelo coronel da reserva do Exército Walmir Medeiros estão a anistia administrativa a todos os amotinados e reajuste salarial maior do que o oferecido pelo governo de Camilo Santana (PT).

Escolhido para mediar as negociações, Medeiros já teve atuação semelhante em outro motim dos PMs cearenses, que aconteceu de dezembro de 2011 a janeiro de 2012.

Após dez dias de protestos, ainda há quatro batalhões da Polícia Militar fechados por policiais amotinados e familiares.

A paralisação da categoria ganhou repercussão nacional na semana passada, depois de o senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE) ser baleado em Sobral (270 km de Fortaleza) após investir contra amotinados com uma retroescavadeira. Cid já teve alta e se recupera em sua casa em Fortaleza.

De 19 de fevereiro a terça-feira (25) foram contabilizados 195 homicídios no Ceará, uma média de quase 28 por dia —nos primeiros 18 dias de fevereiro foram 164, média de nove por dia.

Em janeiro de 2020 foram 261 homicídios, uma média de quase nove por dia.

Medeiros, que também é advogado, esteve reunido na sede do Ministério Público do Ceará com os três membros da comissão especial, além de representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), da Promotoria e do Exército, que atuam como observadores.

A comissão foi criada com o objetivo de atuar na mediação da crise —o governo afirmou que não trataria com os policiais manifestantes.

Folhapress


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