Brasil
Polícia vai usar câmeras para tentar identificar assassino de transexual Nordestina morta a pauladas em SP
Larissa Rodrigues da Silva, de 21 anos, foi agredida no bairro da Saúde na noite de sábado.

Publicado em 06/05/2019 20:58

Foto/Reprodução

Do G1 - A Polícia Civil vai buscar imagens de câmeras de segurança para tentar identificar o assassino da transexual Larissa Rodrigues da Silva, de 21 anos. Ela foi morta a pauladas na noite de sábado (4) no bairro da Saúde, na Zona Sul de São Paulo.

A vítima foi atacada por volta das 21h10 na Alameda dos Tacaúnas com a Avenida Indianópolis. Natural de Fortaleza (CE), a vítima estava há 5 anos em São Paulo e, segundo uma amiga, trabalhava como garota de programa.

 
Familiares contam que transexual foi em busca de emprego para ajudar a família.  — Foto: Reprodução

Familiares contam que transexual foi em busca de emprego para ajudar a família. — Foto: Reprodução

Uma testemunha contou à polícia que estava com a vítima, quando um homem não identificado passou em um carro e mexeu com elas. Posteriormente, o homem retornou com o veículo e disse que havia sido roubado pelas duas, mas não informou o que tinha sido levado. Ele foi embora e depois voltou a pé e deu uma paulada na cabeça de Larissa que caiu no chão.

Em seguida, o agressor correu atrás da amiga de Larissa e quando voltou encontrou a trans deitada no chão e desferiu novos golpes na cabeça da vítima.

Larissa foi socorrida ao Pronto-Socorro do Hospital Saboya com politraumatismo no tórax e no crânio, mas chegou morta ao hospital.

O corpo de Larissa chega a Fortaleza às 15h50 desta segunda-feira (6). Após chegar, de lá já segue para a residência da mãe e da irmã, no Bairro Jardim Iracema, em Fortaleza, para a despedida. O corpo será enterrado na manhã desta próxima terça-feira (7), no Cemitério Jardim do Éden, na cidade de Pacatuba, na Grande Fortaleza.

Um levantamento da ONG Transgender Europe divulgou no ano passado uma pesquisa feita em 72 países que mostra que o Brasil é o país que mais mata transexuais. De acordo com a ONG, entre outubro de 2017 e setembro de 2018, foram 167 mortes.


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