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“Vou para a cadeia namorar os novinhos”, diz travesti após ser presa no Nordeste
Depois de ser presa por agredir um motorista de ônibus, a travesti Sara afirmou que combate a homofobia com garrafadas e pedradas

Publicado em 10/05/2019 12:07

Foto/Reprodução

Do OP9 - Após ser presa por se envolver uma confusão e agredir um motorista de ônibus em Boa Viagem, uma travesti recifense reagiu com deboche ao fato de poder ser encaminhada a uma prisão. Demonstrando não se preocupar com o fato, Sara, que carrega a identidade de José Roberto da Silva, planejou aproveitar a reclusão. “Vou para a cadeia namorar os novinhos”, disse ela na delegacia. Ela foi presa em flagrante após brigar com o motorista Marcos Manoel dos Santos. Marcos foi agredido com uma garrafa quebrada e precisou levar 22 pontos.

O caso aconteceu na Pracinha de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O motorista teve ferimentos no antebraço e na perna direita feridos e precisou ser socorrido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira. Segundo testemunhas, após ter sido impedida por Marcos de subir no ônibus, Sara pegou uma garrafa que levava na bolsa e o atacou.

“Ele falou: ‘Ah, você não vai me deixar entrar não?’, botou a sacola no chão, tirou uma garrafa, quebrou no meio fio, chegou perto de mim e tentou acertar o pescoço. Eu coloquei a mão, aí pegou na minha perna e eu dei um chute. Se eu deixo ele tinha me ‘rasgado'”, contou Marcos. Sara foi presa no local e levada para a delegacia do bairro. No local, ela alegou ter se sentido discriminada por ser homossexual e por isso teria reagido com violência. “Eu tenho problemas psiquiátricos. Ele veio para perto de mim e me descontrolou com o jeito dele falar comigo”, disse.

Por já ter passado por episódios parecidos e ter sido vítima de discriminação, Sara explica que usa as garrafas para se proteger. “Eu ando com a garrafa para minha defesa. Onde eu passo, os homofóbicos mexem comigo. Estou combatendo a homofobia debaixo de garrafadas e pedradas”. Mas o fato de ir para a prisão não a incomoda muito. “Normal. Vou para cadeia comer, namorar”.

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