Triste
Quinze mil fãs se despedem de Gabriel Diniz no ritmo do coração
Coube aos amigos de vida e dos palcos externar a dor com discursos emocionados e, claro, com música

Publicado em 28/05/2019 20:38

Foto/Reprodução

Do OP9 - Endereço de muitos duelos esportivos, o Ginásio Ronaldão, em João Pessoa, transformou-se em uma inesquecível arena da saudade nesta terça-feira (28). Foi ali que mais de 15 mil pessoas deram o último adeus ao cantor Gabriel Diniz, morto aos 28 anos em um acidente aéreo em Sergipe. Bem mais que um velório, a catarse coletiva repleta de música e simbolismo emocionou os fãs e amigos, que vieram de várias partes do Brasil.

A despedida do Rei da Alegria, como era conhecido pelo sorriso escancarado e pelo jeito brincalhão, foi uma celebração do amor, como queria o pai de Gabriel. Inconsolável, a namorada Karoline Calheiros pouco falou, assim como a mãe do artista, que precisou ser amparada em muitos momentos .

Coube aos amigos de vida e dos palcos externar a dor com discursos emocionados e, claro, com música. Mas não foi fácil. Os amigos Wesley Safadão, Xandi Aviões e Mano Walter, acostumados a dominar multidões, desta vez viram as próprias vozes embargadas pela emoção.

Por volta de 13h, Safadão e Xandi chegaram juntos. Padrinho musical e confidente de GB, Wesley desabou ao lado do caixão. Mais tarde, durante uma missa que encerrou o velório, ainda encontrou forças para cantar o hit Paraquedas e, sem se dar conta, decretou o sucesso de Gabriel como hino da despedida: “Gabriel sabia viver. Deixa essa grande lição pra mim”, desabafou.

Fora do ginásio, fãs chegaram chegaram a passar a noite da segunda na fila. Gente como Katiane Lima, 28 anos, que chegou às 23h30. “Soube pelo Instagram e não consegui trabalhar. Chamei minha cunhada e mãe e vim direto. A alegria dele vai ficar pra sempre”. Ou como Carmélia Silva, 56, que deixou Mossoró, no Rio Grande do Norte, para ver o ídolo pela última vez. “Parece que foi um parente meu que morreu, moço”, desabafou, aos prantos.

Entre cânticos e louvores, como a preferida Noites traiçoeiras, Luiz Carlos, vigário geral da Arquidiocese da Paraíba, tentou consolar a multidão. “Ouvi uma vez que pessoas boas não podem demorar aqui porque elas podem se corromper. Gabriel seguia por um caminho muito bonito, e vai continuar nele”.

Por volta das 16h, o corpo de Gabriel seguiu em cortejo pelas ruas de João Pessoa em um caminhão do Corpo de Bombeiros. Saudado por moradores por onde passou, o menino de sorriso largo foi enterrado numa cerimônia restrita a amigos e familiares no Cemitério Parque das Acácias.


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