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Corrimento marrom: o que pode ser e quando é normal
Por vezes, o corrimento marrom pode não ser normal e ser sinal de alguma doença

Publicado em 12/08/2020 13:01

Foto/Reprodução

Do site Tua Saúde - O corrimento marrom é normal após a menstruação porque é comum a saída de alguns coágulos de sangue até alguns dias após o término da menstruação. Além disso, o corrimento marrom também é comum após o contato íntimo ou devido a irritação das paredes da vagina, principalmente durante a menstruação ou gravidez.

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O corrimento marrom quando dura mais de 3 dias também pode indicar a presença de infecções vaginais, cistos ou até alterações no colo do útero. Por esse motivo, quando o corrimento não passa ou quando causa algum tipo de desconforto, como coceira, é importante consultar um ginecologista para identificar o problema e iniciar o tratamento adequado.

Quando o corrimento marrom é normal

O corrimento marrom é normal nas seguintes situações:

  • Adolescência;
  • Após o contato íntimo durante a gravidez;
  • Nos primeiros dias após a menstruação;
  • Quando a mulher apresenta alterações hormonais;
  • Troca de anticoncepcional;

Porém, caso o corrimento aconteça em grande quantidade, com odor, irritação ou por mais de 4 dias, é recomendado consultar o ginecologista para iniciar o tratamento adequado. Saiba o que quer dizer cada cor do corrimento vaginal.

7 doenças que causam corrimento marrom

Por vezes, o corrimento marrom pode não ser normal e ser sinal de alguma doença. Algumas das possíveis causas do corrimento marrom incluem:

1. Irritação do colo do útero

O colo do útero é uma região muito sensível e algumas situações simples, como o exame papanicolau ou contato sexual frequente podem causar esse inflamação do útero e, consequentemente, a liberação de corrimento marrom.

Como tratar: não é necessário tratamento específico para a irritação do colo do útero, porque a quantidade de secreção é pouca e não estão presentes outros sintomas. Manter a região limpa e seca geralmente é suficiente para controlar esse corrimento em menos de 2 dias. No entanto, deve-se evitar o contato íntimo até que o corrimento tenha desaparecido.

2. Doença inflamatória pélvica (DIP)

A doença inflamatória pélvica se refere a uma inflamação nos genitais internos da mulher, como por exemplo, endometrite, salpingite ou inflamação dos ovários, que podem também ser acompanhadas de febre, mal estar geral e abscesso ovariano, por exemplo.

Como tratar: após realizar exames para identificar o que está causando essa doença inflamatória, o ginecologista poderá indicar antibióticos de uso oral ou em forma de pomada para introduzir dentro da vagina e remédios para baixar a febre e anti-inflamatórios, como o paracetamol e o ibuprofeno, por exemplo. Se não houver melhora dos sintomas em 3 dias, o médico pode substituir os medicamentos por outros. Como geralmente estas doenças são transmitidas sexualmente, não é recomendado manter relações sexuais com penetração enquanto não se tiver finalizado o tratamento. Veja alguns nomes de remédios indicados para a doença inflamatória pélvica.

3. Cisto no ovário

O cisto no ovário pode causar sangramento antes ou depois da menstruação, que misturado com as secreções naturais da mulher pode se tornar um corrimento marrom. Porém, nestes casos, costumam surgir outros sintomas como dor durante a ovulação, dor durante ou após a relação sexual, sangramento vaginal fora da menstruação, aumento do peso e dificuldade para engravidar.

 

Como tratar: nem sempre é preciso tratamento específico, porque o surgimento de cistos no ovário é uma situação comum em mulheres jovens, mas o ginecologista pode indicar a toma da pílula anticoncepcional. Nos casos mais graves pode ser necessário retirar o ovário para evitar maiores complicações como a torção do ovário ou o câncer, por exemplo. Saiba tudo sobre os tipos de cistos no ovário e outras dúvidas comuns.

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4. Síndrome dos ovários policísticos

Na síndrome dos ovários policísticos é comum haver corrimento escuro que se deve à presença de sangue, além de outros sintomas como menstruação irregular, excesso de pelos grossos, aumento do peso e acne.

Como tratar: o tratamento pode ser feito com o uso da pílula anticoncepcional para regular a menstruação e controlar as irregularidades hormonais, indicados pelo ginecologista, já que não é qualquer pílula que pode ser usada. Confira os chás que podem ajudar no tratamento dessa síndrome.

5. Infecções sexualmente transmissíveis

Algumas infecções sexualmente transmissíveis, como a gonorreia ou a clamídia, também são uma importante causa do surgimento de corrimento marrom. Estes casos são mais frequentes após uma relação sexual protegida e, normalmente, são acompanhados de outros sintomas como dor ao urinar, sensação de pressão na região pélvica ou sangramento durante a relação, por exemplo.

Como tratar: as infecções sexualmente transmissíveis normalmente precisam ser tratadas com antibióticos, por isso, é muito importante consultar o ginecologista. Veja mais sobre as infecções sexualmente transmissíveis na mulher e como tratar.

6. Endometriose

A endometriose é uma condição que afeta várias mulheres e que consiste no crescimento de tecido do útero em outros locais, como ovários e bexiga, por exemplo. Alguns dos sintomas mais comuns incluem corrimento escuro, dor intensa na região pélvica, menstruação mais abundante, dor na relação sexual e até dificuldade para urinar ou defecar.

 

Como tratar: o tratamento para endometriose deve ser bem orientado e adaptado a cada mulher. Por esse motivo, é muito importante fazer consultas regulares com o ginecologista. Algumas opções de tratamento incluem o uso de DIU, remédios anti-hormonais ou cirurgia. Confira os principais tipos de tratamento utilizados.

7. Câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero pode causar corrimento marrom, além de outros sintomas como sangramento antes, durante ou depois da menstruação, e dor na região pélvica depois da relação sexual, por exemplo. Confira outros sintomas que podem indicar câncer de útero.

O que fazer: em caso de suspeita, deve-se ir ao ginecologista para ele realizar exames como papanicolau e colposcopia, e verificar se realmente pode ser câncer e então indicar o tratamento mais adequado, que pode ser conização, braquiterapia, radioterapia, ou cirurgia para retirada do útero, dependendo do estadiamento do tumor.

Corrimento marrom pode ser gravidez?

Normalmente, o corrimento marrom não é sinal de gravidez pois é mais comum que, no início da gestação, a mulher apresente um pequeno corrimento rosado que indica a implantação do embrião no útero. Saiba quais podem ser os primeiros sinais de gravidez.

No entanto, em mulheres que estão grávidas, a saída de um líquido escuro semelhante a menstruação e ao corrimento marrom podem indicar perda de sangue pela vagina, e isto deve ser avaliado pelo obstetra, especialmente se for acompanhado por mau cheiro ou outros sintomas como dor abdominal, coceira na vagina ou sangramento abundante. Esta alteração pode indicar, de entre outras possibilidades, gravidez ectópica ou uma infecção.

 Corrimento marrom: o que pode ser e quando é normal

Quando ir ao ginecologista

É recomendado consultar um ginecologista quando o corrimento marrom:

  • Dura mais de 3 dias;
  • Surge acompanhado de outros sintomas como dor abdominal, cheiro fétido ou coceira na vagina ou vulva;
  • É intercalado com sangramento vermelho vivo.

Nestes casos, o médico irá fazer o diagnóstico do problema através da observação do corrimento e através do uso do espéculo para verificar o interior da vagina e do colo do útero, recomendando o tratamento mais adequado.

 

Como evitar o corrimento vaginal

Para prevenir o corrimento escuro, é recomendado evitar o uso de duchas íntimas, lavando diariamente somente a região externa da vagina durante o banho ou após o contato íntimo. A calcinha deve ser preferencialmente de algodão para que a região fique sempre mais seca, e também deve-se evitar usar shorts e calças jeans apertadas porque elas abafam o local, facilitando a transpiração e a proliferação de microrganismos que causam infecções.


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