Declaração
Ministro de Bolsonaro diz que a prioridade é investir na educação básica
Ele foi até a Câmara dos Deputados para detalhar como será feito o bloqueio de verbas de universidades públicas e institutos federais

Publicado em 15/05/2019 21:42

Foto/Reprodução

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi até a Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira, 15, para detalhar como será feito o bloqueio de verbas de universidades públicas e institutos federais. A convocação de Weintraub, que o obriga a comparecer à comissão geral, foi aprovada pelos parlamentares por 307 votos a 82.

Abraham Weintraub disse que alfabetização e a educação básica serão as prioridades da pasta e tem sido tratada pelo governo federal “como um instrumento de superação das desigualdades sociais do país”.

“Se a gente não alfabetizar bem a população, a gente vai continuar, principalmente no ensino técnico e no ensino médio, tendo uma sociedade com grandes discrepâncias de renda.

A oitiva do ministro acontece no mesmo dia em que foram convocadas manifestações por todo o país contra o contingenciamento de recursos para a educação. De acordo com o Ministério da Educação, “o bloqueio preventivo realizado nos últimos dias atinge apenas 3,4% do orçamento total das universidades federais”.

Weintraub reforçou que está totalmente aberto ao diálogo. “Não tenho medo de vir aqui quantas vezes for, abrir todas as planilhas e mostrar todos os números”, avisou. Ele defendeu a valorização do professor “do ensino essencial”, que, na sua avaliação, foi “abandonado”.

O ministro apresentou uma proposta que está em estudo na pasta: quem tiver nota alta no Enem e quiser virar professor, poderá receber um salário mínimo desde o começo da faculdade. A ideia é atrair “o jovem mais habilidoso e inteligente para ser professor de criança pequena”.

O ministro disse que a aprovação da reforma da Previdência vai viabilizar para acabar com o contingenciamento “não apenas na educação”. Weintraub disse que esclareceu ao presidente Jair Bolsonaro que se trata de “contingenciamento” de 3,5% e não “corte”. Ele ratificou que se houver recursos, haverá descontingenciamento.

O ministro explicou que é contra pagamento de mensalidade nas graduações das universidades federais, já que a maior parte dos alunos não teriam condições de arcar com custos. Weintraub diz ainda que quer ampliar o diálogo com a sociedade e parlamentares, mas que já existem reuniões para que o governo exponha as posições sobre educação para o país.


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