Postado em 13 de Junho de 2018 ás 14:17 h
Projeto de Lei em que presos terão que ressarcir o Estado ganha força
José Aldenir / Agora Imagens
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O Projeto de Lei Suplementar (PLS nº 580/2015), de autoria do senador Waldemir Moka (MDB-MS) começa a ganhar força pelo país.

No Rio Grande do Norte, o juiz de Execuções Finais, Henrique Baltazar, observa que, devido à grande quantidade presos no sistema carcerário, os gastos do Estado estão aumentando e recursos poderiam ser destinados a outras áreas.

Em entrevista ao Programa Cidade Agora, apresentado pelo jornalista Alex Viana, na Rádio 94 FM, o juiz deixou claro que há uma expressiva quantidade de presos que realmente tem dinheiro e isso não inclui apenas apenados do sistema financeiro, políticos, empresários e servidores públicos presos por corrupção, mas assaltantes, traficantes e contrabandistas de armas e produtos que não pagam impostos. “O problema desta lei é definir quem vai pagar, porque facções não são como máfias, ou seja, não lavam o dinheiro sujo”, explica Baltazar.

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Encontrar o dinheiro seria, na avaliação do juiz, o grande imbróglio a ser resolvido, principalmente porque criminosos – de uma maneira geral – não têm nada, ou quase nada, em seu próprio nome. O juiz informou, ainda, que este dinheiro ou bens muitas vezes estão no nome de pessoas que sequer são da família. Outra constatação feita por Henrique Baltazar aponta para uma hierarquia no crime. “A maior parte deles trabalha para alguém mais forte, como também a grande maioria está presa por roubo ou tráfico de drogas”, esclarece o juiz.

Durante a entrevista ao jornalista Alex Viana., Henrique Baltazar enumerou dois fatores que mexeram com o mundo da criminalidade: o valor da mensalidade para pertencer à facção e a crise econômica. “Houve uma época em que o PCC, por exemplo, cobrava uma mensalidade – também chamada de ’cebola’ – no valor de R$ 950,00 para quem quisesse ser da facção. Com a crise econômica, outras facções – como o Comando Vermelho – deixaram de cobrar esta ‘cebola’ e passaram a receber mais adeptos gratuitamente. Hoje, a maior parte dos presos faz parte uma facção, que também funciona como um sistema de proteção”, detalha Baltazar.

Do Agora RN

Por: Nova Cruz Oficial
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