Postado em 09 de Agosto de 2018 ás 10:01 h
Dois dias após denunciar ex, estudante é espancada e estuprada em Pernambuco
Foto/Reprodução
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Foram quase dois meses de relacionamento. Tempo suficiente para que a vida de uma estudante de publicidade fosse devastada pelos abusos de um fotógrafo recifense. A denúncia envolve humilhações, violências físicas, psicológicas e sexual. A jovem, que tem 22 anos, apanhou de cinto, foi ameaçada com faca e obrigada, de joelhos, a pedir desculpas por coisas que nem fez. A denúncia está sendo investigada pela delegada Ana Elisa Sobreira, da Delegacia da Mulher. Na manhã desta quinta-feira (09), quatro testemunhas serão ouvidas, incluindo um motorista de aplicativo que ajudou a universitária depois da última agressão, no sábado passado (04). “Depois que eu ouvir as testemunhas e a vítima, será a vez do suspeito”, adiantou a investigadora.

Em apenas dois dias, a estudante registrou dois boletins de ocorrência contra o ex-namorado e solicitou medida protetiva. O medo que sentia chegou ao extremo no sábado, quando o fotógrafo, que tem 26 anos e é conhecido na cena alternativa do Recife, teria a espancado e estuprado. Mas os problemas começaram bem antes.

“Logo que começamos o namoro, quatro meninas me procuraram para alertar que tinham sido estupradas por ele e que tinham sofrido violência física. Duas delas eram ex-namoradas, mas as outras só tinham ficado e o conheceram através de aplicativos”, detalhou. “Eu tive uma conversa com ele. Ele chorou e pediu ajuda. Assumiu que tinha violentado as meninas e disse que queria pagar pelos crimes.  Por um lado, eu queria ajudar, mas, por outro, eu me sentia culpada por não dar crédito ao que elas diziam. Resolvi aproveitar o relacionamento da gente para ajudar. No entanto, todas as vezes em que eu chegava junto para irmos à delegacia resolver tudo, ele dizia que estava mal, estava com as taxas alteradas, com alguma crise, diabetes. Em nosso primeiro mês, ele recebeu duas medidas protetivas de ex-namoradas que acionaram a polícia”, contou.

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Por conta dos problemas judiciais, o suspeito pediu para que a jovem testemunhasse a seu favor e inventou uma história para justificar as agressões.  “Claro que eu me neguei. Por conta disso, no segundo mês, ele mudou o comportamento. Ficou agressivo, e eu comecei a tentar terminar”. O primeiro indício de que o caso poderia terminar na polícia aconteceu durante uma ida à praia do casal com uma amiga. Após uma discussão, quando o fotógrafo teria gritado com a jovem, apontado o dedo em seu rosto e destruído um fone numa crise de raiva, ela pediu para acabar. “De noite, ele fingiu que nada tinha acontecido. Sempre que eu tentava terminar era assim, ele dizia que estava com as taxas da diabetes alteradas. Em julho, fiz duas viagens para a Bahia e Garanhuns. Ele não parava de ligar para me controlar e começou a ameaçar de morte os meus amigos mais próximos”. O terrorismo psicológico chegou ao limite na última semana.

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Por: Nova Cruz Oficial
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