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Foto/Reprodução
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Do Parlamento PB - Um homem foi atendido no Hospital de Trauma de Campina Grande para a retirada de um desodorante do ânus. O fato aconteceu na manhã deste domingo (16).
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O homem, de 42 anos, passou por exames de imagem. Em seguida, a equipe médica retirou o desodorante de dentro do corpo do paciente.
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Até a tarde deste domingo, segundo informações do Hospital de Trauma de Campina Grande, o homem aguardava nova avaliação médica para receber alta hospitalar.
O site El País entrevistou em 2017 o antropólogo William J. Robertson, da Universidade do Arizona (EUA) que havia pesquisado sobre as motivações para que objetos sejam inseridos no ânus. “A presença de um objeto no reto há muito tempo é fonte de piadas e suspeitas tanto na rua como no discurso médico”, refletiu o especialista que mergulhou na literatura científica e encontrou 147 estudos aprofundados sobre corpos estranhos no reto, além de um grande número de trabalhos meramente descritivos. Seu veredicto é que os médicos reforçam “o tabu do prazer anal” e contribuem para que os pacientes, por vergonha, adiem a ida ao hospital, agravando os casos mais problemáticos.
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“A medicina se baseia em dividir as coisas em normais e anormais ou patológicas. Infelizmente, o anormal frequentemente não se refere simplesmente a uma variação da norma estatística; esse anormal está envolto em ideias derivadas da cultura a respeito do que é um comportamento moral”, observa Robertson. Sua análise, publicada na revista especializada Culture, Health & Sexuality, detectou que 69% dos estudos médicos vinculam os corpos estranhos no reto a práticas sexuais “pervertidas ou aberrantes”.
O trabalho do Robertson destaca que, segundo seus critérios, em apenas 16% dos estudos analisados a reação médica apresentada foi completamente profissional e sensível. “Há uma cultura da vergonha em torno do prazer anal. E os próprios profissionais da saúde contribuem para esta estigmatização, ao enquadrarem os corpos estranhos no reto como um problema de perversões sexuais, mentiras do paciente e anormalidade”, opina Robertson. “Não é muito surpreendente que os pacientes evitem ir ao médico.”




