Na Paraíba
Ricardo Coutinho e mais 12 são denunciados pelo MPPB por suposto esquema de propina
A denúncia é fundada em delações premiadas, gravações e documentos, e se volta para o contrato do governo do estado

Publicado em 15/09/2021 06:53 - Atualizado em 15/09/2021 06:53

Foto/Reprodução

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco/MPPB) ofereceu, nesta terça-feira (14), uma denúncia contra o ex-governador Ricardo Coutinho e mais 12 pessoas (veja a lista abaixo) por um suposto esquema de propina, investigado no âmbito da Operação Calvário.

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A denúncia é fundada em delações premiadas, gravações e documentos, e se volta para o contrato do governo do estado, por meio do Hospital de Trauma de João Pessoa com a Cruz Vermelha, organização social responsável pela administração da unidade de saúde entre os anos de 2011 e 2019.

Lista de denunciados pelo MP:

  1. Ricardo Coutinho - ex-governador
  2. Daniel Gomes - ex-diretor da Cruz Vermelha
  3. Livânia Farias – ex-secretária estadual
  4. Waldson de Souza - ex-secretário estadual
  5. Claudia Veras - ex-secretária estadual
  6. Karla Michele Vitorino Maia - ex-auxiliar do governo
  7. Leandro Azevedo - ex-auxiliar do governo
  8. Saulo de Avelar Esteves - ex-auxiliar do governo
  9. Ricardo Elias Restum Antonio
  10. Milton Pacífico José de Araújo
  11. Saulo Pereira Fernandes
  12. Keydison Samuel de Sousa Santiago
  13. Michelle Louzada Cardoso

Ao G1, a defesa de Ricardo Coutinho disse que ainda não conseguiu analisar a denúncia.

 O G1 não conseguiu contato com as defesas dos demais denunciados até a publicação desta matéria.

O Ministério Público aponta na denúncia uma série de repasses feitos pela organização social para agentes públicos, como propina. Conforme a investigação, o prejuízo com a transferência ilegal de recursos e outros desvios chegou a quase R$ 50 milhões no período de 2012 a 2017.

Segundo o MP, o desvio de recursos públicos teve início com o acerto da propina antes da contratação; depois com a fixação de sobrepreço contratual; o repasse, mensal de valores com sobrepreço da Secretaria de Estado da Saúde à Cruz Vermleha filial de Santa Catarina; da simulação de gastos empregada pela organização para dar vasão aos recursos recebidos da SES; e, ainda, com o recebimento de valores ilícitos por parte de agentes públicos do Estado da Paraíba


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