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Cheia do rio Curimataú deixa comunidades isoladas em Nova Cruz, Pedro Velho e Canguaretama
O Corpo de Bombeiros está levando alimentos para os moradores dos locais mais afastados, onde não há acesso por terra

Publicado em 10/07/2022 16:20 - Atualizado em 10/07/2022 16:20

Foto/Divulgação

A cheia do rio Curimataú, nessa sexta-feira (08), deixou várias famílias desabrigadas nos municípios de Nova Cruz, Pedro Velho e Canguaretama. Pelo menos 10 comunidades ficaram ilhadas nos municípios.

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"Em Nova Cruz a comunidade do Bajuri ficou ilhada. O Corpo de Bombeiros está levando alimentos para os moradores dos locais mais afastados, onde não há acesso por terra. Na sede do município foi aberto um abrigo na escola municipal Nestor Marinho.

“Estamos de prontidão, orientando as pessoas a não tentar atravessar o rio. Essa é nossa principal preocupação no momento", afirmou Jorimar Gomes, técnico da Defesa Civil do Estado.

Na escola, salas de aula foram transformadas em abrigo provisório para 25 moradores, a maioria crianças e adolescentes, da Rua Campo Santo, no Centro. Eles tiveram que sair de casa na noite de quinta-feira (7), quando as águas começaram a subir.

Em Pedro Velho, a cheia do Rio Curimataú e de dois de seus afluentes - Pirari e Tamatanduba - deixaram nove comunidades completamente isoladas. As águas danificaram estradas vicinais impedindo o acesso de carros e dos ônibus que fazem o transporte de estudantes da área rural para a cidade. Dois desses pontos - os acessos a Três Aroeiras e a Arisco foram visitados pela Defesa Civil estadual. 

Em Três Aroeiras, vivem 70 famílias; no Arisco, 15. A prefeitura está fazendo um levantamento do número total de desabrigados. Neste sábado, uma equipe do Corpo de Bombeiros chega ao município com ações humanitárias de atendimento e distribuição de alimentos aos desabrigados. 

"Pedro Velho tem uma situação parecida com à de Nova Cruz porque também é banhando pelo Rio Curimataú", disse Jorimar.

A prefeita Francisca Edna Lemos decretou calamidade pública e criou um comitê de crise para supervisionar e monitorar os impactos provocados pelas chuvas no município. Foram 330 milímetros nos sete primeiros dias de julho, segundo a Emparn. Em ofício encaminhado ao Gabinete Civil da Governadora, a prefeita pede apoio do Estado. 

“As comunidades do Recreio, Porteiras, Cuité dos Crentes, Cuité da Rua, Piscina, Nova Descoberta, Chique-Chique, Casaca, Tamatanduba, Arisco, Estrada Nova Mucurí, entre outras, encontram-se sem quaisquer condições de tráfego”, pontuou.

De acordo com a Defesa Civil, o aumento do nível do rio foi potencializado ainda pelas chuvas na cabeceira, que fica na Serra do Cariri Velho, no município paraibano de Barra de Santa Rosa. Em seguida, o curso entra no Rio Grande do Norte por Nova Cruz e deságua no mar em Barra do Cunhaú, em Canguaretama.

 Do Portal da Tropical

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