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Foto/Reprodução
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Do G1 - O perfil no Instagram da blogueira Bruna do Nascimento Marques Maciel, de 21 anos, morta a tiros no Ipsep, na Zona Sul do Recife, ganhou 38 mil seguidores após o crime. "É como se a gente tivesse mantendo a pessoa viva", explica o psicanalista Bruno Severo Gomes, professor da disciplina eletiva “Morte e Morrer” na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
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Bruna foi assassinada na frente de um bar, no mês de março. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
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Bruna Marques tinha 105 mil seguidores quando o crime aconteceu, na segunda-feira (21) — Foto: Reprodução/Instagram
Na segunda-feira (21) dia do crime, a conta de Bruna na rede social tinha 105 mil seguidores. Nesta terça, até a última atualização desta reportagem, somava 143 mil pessoas. Alguns internautas expressaram espanto com o aumento repentino no número de seguidores após a morte de Bruna.
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"A menina morre e o povo começa a seguir. Isso sempre acontece. Queria entender esse povo que segue as pessoas só depois que morrem", comentou um deles. "Eu estava falando sobre isso hoje no trabalho, lamentável", disse outro.
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Conta de Bruna tinha 105 mil seguidores antes do crime e somava 143 mil pessoas até esta terça (22) — Foto: Reprodução/Instagram
O psicanalista Bruno Severo Gomes explica que a morte ainda é um tabu na sociedade. Segundo ele, as pessoas, ao perceberem que a vida tem um fim, começam a fazer uma análise da própria existência.
"Seguir pessoas que morreram nas redes sociais, uma pessoa conhecida, um artista, acaba sendo uma forma de dar sentido a nossa vida. Também é uma forma de manter aquela pessoa viva, presente na nossa vida", destacou.
Além de seguidores, a conta de Bruna ganhou inúmeros comentários novos, especialmente lamentando a morte precoce da blogueira. Muitos nunca viram a blogueira pessoalmente, mas alguns a conheciam e pareciam não acreditar no que aconteceu.
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"Isso também faz parte do processo de elaboração da morte. A pessoa vai fazendo como se fosse a digestão da morte. A gente acaba também desenvolvendo esse hábito e relacionando essa dor da perda, com essas manifestações nas redes sociais, como comentários e homenagens", disse.




