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Com autorização da Justiça, menina de 11 anos morta em ritual é sepultada no interior do RN
Autores do crime não tinham a intenção inicial de matar a vítima, mas de beber o sangue dela

Publicado em 05/06/2021 16:37 - Atualizado em 05/06/2021 16:37

Foto/Reprodução

Do G1 RN - A Justiça autorizou o sepultamento da menina de 11 anos morta no último sábado (29), na cidade de Pau dos Ferros, no interior do Rio Grande do Norte, mesmo sem o resultado do exame de DNA. O juiz assinou a liberação devido à existência de elementos que indicavam que se tratava da criança, como as roupas, a aparência do corpo, a identificação feita pela própria família da vítima, além da confissão dos suspeitos do crime.

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A criança foi identificada como Raissa Cristina Martins Ferreira e o sepultamento ocorreu no fim da tarde de sexta-feira (4), em Pau dos Ferros, sob forte comoção. Centenas de pessoas acompanharam o cortejo fúnebre pela cidade - de moto, a pé ou a cavalo. O cavalo que pertencia a Raissa foi montado por uma amiga, e um banner trazia a foto da menina.

Com a decisão da Justiça, o Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) fez a coleta do material genético do cadáver e manterá armazenado em laboratório para se, futuramente, houver a necessidade de comparar o DNA com a família.

Casal confessa ritual

"Eles acreditavam em uma manifestação espiritual em que havia a promessa de que, se o suspeito bebesse sangue de uma adolescente virgem, ele conseguiria se livrar do mundo das drogas. Eles acreditaram nessa ideia e esperaram a oportunidade de ter contato com a vítima com essas características", disse o delegado Andson Rodrigo de Oliveira, da 4ª Delegacia Regional de Polícia, em Pau dos Ferros, que investiga o caso.

De acordo com delegado, o homem de 29 anos e a mulher de 17 não tinham a intenção inicial de matar a vítima, mas de beber o sangue dela.

"A criança começou a fazer barulho, ficou inquieta, assustada durante a prática do ritual. Eles ficaram com medo de descobrirem o que eles estavam fazendo naquele momento e decidiram, ambos ali, matar a criança. E mataram por esganadura, asfixiaram a criança", disse.

 

O casal disse ao delegado durante o depoimento que a criança não foi escolhida previamente. "No dia 26 de maio, eles estavam andando e tiveram contato com a criança. Esse encontro foi fortuito", explicou o delegado Andson Rodrigo de Oliveira.

"O fato deles já conhecerem a criança facilitou a aproximação. Conseguiram atraí-la para o interior da residência do casal, onde o crime aconteceu. Lá foi iniciado esse ritual".

Na casa do casal, a vítima foi encontrada dentro de uma caixa, mas havia um buraco no quintal.

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"Eles tentaram enterrar o corpo no quintal da casa. Não conseguiram fazer isso porque foi difícil cavar a cova, porque o terreno era resistente, muita pedra. Por terem essa dificuldade de enterrar o corpo, decidiram fugir com destino ignorado e colocaram o corpo em uma caixa", disse o delegado.


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