Saúde
Sequelas da COVID-19: quais são e o que fazer
Problemas podem se desenvolver alguns meses após a recuperação, mesmo nos casos mais leves da doença.

Publicado em 27/07/2021 09:38

Foto/Reprodução

Embora a COVID-19 afete principalmente os pulmões, algumas sequelas, como problemas cardíacos, diabetes ou doenças renais, podem se desenvolver alguns meses após a recuperação da infecção pelo coronavírus, mesmo nos casos mais leves da doença.

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Embora a causa exata que provoca o aparecimento dessas sequelas ainda não tenha sido totalmente esclarecida, algumas pesquisa recentes sugerem que podem ser resultado de uma inflamação intensa causada pelo vírus SARS-CoV-2 ou mesmo devido a alguma outra doença pré-existente, que se manifesta após a infecção pelo coronavírus.

A COVID-19 é uma infecção causada por um tipo novo de coronavírus, o SARS-CoV-2, e é caracterizada pelo surgimento de sintomas semelhantes aos de gripe, como febre, dor de cabeça e mal estar geral, além de haver tosse intensa e dificuldade para respirar. Em alguns casos, é necessário o internamento hospitalar devido à gravidade dos sintomas que podem colocar a vida em risco. 

Principais sequelas:

Alguns sintomas como cansaço excessivo, fraqueza, dor muscular, tosse ou perda do olfato/paladar são as sequelas mais comuns após a infecção, que podem permanecer por mais de 12 semanas, mesmo depois de a pessoa ser considerada curada. 

No entanto, existem sequelas que envolvem outros órgãos do corpo e que têm sido relatadas, embora com menos frequência, por pessoas que tiveram COVID-19, alguns estudos e revistas científicas. Essas incluem:

  • Sistema cardiovascular: inflamação do miocárdio, insuficiência cardíaca, inflamação na membrana que reveste o coração, doença coronariana aguda, arritmia cardíaca, infarto ou aumento da coagulação do sangue;
  • Sistema respiratório: enrijecimento do pulmão, chamada de fibrose pulmonar, que pode causar dificuldade respiratória ou má circulação sanguínea;
  • Sistema renal: insuficiência renal aguda, caracterizada pela diminuição da função dos rins;
  • Sistema neurológicos: perda do paladar e olfato, dor de cabeça, ansiedade, depressão , insônia, inflamação no cérebro, AVC, trombose venosa cerebral, hemorragia cerebral, confusão, delírio, tontura, convulsões, síndrome de Guillain-Barré, doença de Parkinson ou síndrome de Miller Fisher;
  • Sistema dermatológico: formação de bolhas, coceira ou inchaço na pele, ou alopécia, que é a perda de cabelo;
  • Sistema gastrointestinal: perda do apetite, náusea, refluxo gastroesofágico, diarréia, dor ou inchaço abdominal, ou fezes com sangue;
  • Sistema oftalmológico: conjuntivite, ceratoconjuntivite ou conjuntivite hemorrágica, vermelhidão da pálpebra, obstrução dos vasos sanguíneos da retina ou inflamação do nervo óptico;
  • Sistema endócrino: inflamação na tireóide, hiperglicemia em pessoas diabéticas, aumento da resistência à insulina ou desenvolvimento de diabetes tipo 1.

É importante ressaltar que a maioria das pessoas com COVID-19 se recupera rapidamente. No entanto, devido à possibilidade do desenvolvimento de sequelas da infecção, torna-se ainda mais importante reduzir a transmissão da COVID-19, seguindo as medidas de precaução como distanciamento social, uso de máscaras, lavagem das mãos e uso de álcool gel, por exemplo.

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